Na verdade, as notas musicais não foram descobertas, mas inventadas. Elas são uma convenção, um código estabelecido para os músicos poderem ler as partituras. O modelo ocidental que conhecemos, o famoso "dó-ré-mi", é apenas um dos códigos existentes. Dependendo do país, cada som pode ser representado por notas ou marcações diferentes. Este modelo ocidental, no entanto, é o mais popular. Ele surgiu graças à Igreja, que era a instituição responsável por oficializar e esquematizar o ensino musical na Idade Média.
As notas que conhecemos foram criadas pelo monge italiano Guido de Arezzo, no final do século 10. Ele trabalhava num mosteiro e percebeu que os cantores gregorianos tinham dificuldade para memorizar as músicas sacras. E a Igreja valorizava muito a música pois, como a maioria das pessoas era analfabeta, era o método mais poderoso de angariar fiéis. O monge montou a sequência "ut-re-mi-fa-sol-la-si", usando como base as iniciais dos versos do Hino a São João Baptista, que era uma canção muito popular na época. Mais tarde, por ser bastante difícil de ser lido, o "ut" virou "dó".
Ainda que existam outros sistemas de notas musicais mundo a fora, este ainda é o método mais difundido.